Discutindo Saúde no @brazilians #33

Alô, comunidade! Com a colaboração do @matheusggr, está chegando mais um Discutindo Saúde no @brazilians, trazendo a qualidade que nossa comunidade representa!

Esta semana trago o alerta às regiões de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sobre casos evidenciados para além da norma de Dengue e Chikungunya.

Os dois casos tem como vetor de transmissão o mosquito Aedes eagypti. Esse mosquito com listras brancas, muito comum no território brasileiro, e que aumenta sua quantidade diante de condições favoráveis como chuvas.

Fonte: CCO Wikipedia

As chuvas criam ambientes de reprodução, com bolsas de água. Por isso importância de evitar água parada em qualquer lugar. É de suma importância a participação ativa da população.

As duas doenças são causadas por vírus. O da Dengue por um vírus do tipo arbovírus da família Flaviviridae, que são reconhecidos em nosso território quatro tipos. O vírus da Chikungunya também é um arbovírus, da família Alphavirus (Togaviridae).

Em seus ciclos de reprodução, a fêmea do mosquito Aedes eagypti, precisa de sangue e o vírus também, assim fazendo com que o mosquito funcione como vetor para o vírus também se reproduzir.

Os dois acometimentos virais cursam com febre alta > 38 °C, de início rápido. A dengue cursa mais com dor de cabeça, atrás dos olhos, fraqueza, podem aparecer manchas vermelhas no corpo. A chikungunya cursa com mais dor em articulações, muita dor, muitas vezes incapacitante, também pode ocorrer dores de cabeça e manchas vermelhas na pele.

Por vezes o diagnóstico diferencial será o exame laboratorial específico. Porém o diagnóstico sindrômico e avaliações de sinais de risco é realizado através do exame do médico clínico. Já vi algumas epidemias de dengue, causam um imenso transtorno social, e o risco de vida está relacionado aos complicadores como a dengue hemorrágica. Quanto mais casos, maior chance de termos casos de dengue hemorrágica.

A dengue hemorrágica é uma resposta exacerbada do sistema imune humano à infecção cruzada das variantes do vírus causador da dengue. Por exemplo, quem teve dengue pelo tipo 1, ao contrair infecção pelo tipo 2, tem risco aumentado de dengue hemorrágica, que cursa com uma resposta inflamatória catastrófica, com destruição das plaquetas e microcapilar, fazendo com que a permeabilidade vascular aumenta e a concentração dos glóbulos vermelhos aumentem.

No exame de sangue, é característico no hemograma completo observarmos plaquetopenia(queda acentuada das plaquetas – valor de referência(VR) normal acima de 150.000) e aumento do hematócrito ( concentração de glóbulos vermelhos em relação ao sangue total- VR: 35 a 50%). VR – Varia de acordo com laboratório.

O tratamento é expectante, controle de danos, por ser vírus não respondem aos antibióticos como as bactérias. Em tratamento domiciliar para quadros mais leves, muito líquido, repouso e soro caseiro ou comprado oral. Para dor e febre, usa-se Dipirona ou Paracetamol. As últimas pesquisas dão preferência ao uso da Dipirona. Não se deve utilizar de maneira alguma anti-inflamatório.

Em casos mais graves, necessita de infusão venosa para hidratação, podendo necessitar até de setor de terapia intensiva conforme evolução do caso.

O foco é prevenção, especificamente a primária, com medidas socioeducativas de promoção a saúde e intervenções que diminuam incidência da doença antes do desencadeamento da mesma. Cuidados pessoais e coletivos em relação a não deixar água parada, cuidado com vasos, plantas, potes, lixos, denunciando terrenos não cuidados, usando barreiras físicas ou químicas como repelente.

A novidade consiste na vacina, tem a da indústria Sandofi e a vacina brasileira em fase avançada de desenvolvimento pelo Instituto Butantan, em testes em humanos, e pode ser uma conquista da pesquisa brasileira, assim como para muitas pessoas pelo mundo todo.

Em caso de febre e dúvidas, não arrisque, procure orientações nos serviços de saúde disponíveis na sua região. Para quem é do Rio de Janeiro, pode conferir colocando seu endereço no Onde ser atendido?

É uma regra, é sempre melhor prevenir do que remediar. Até mais!


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Autor: matheusggr

Médico. Residente Psiquiatria SMS Rio de Janeiro. Entusiasta tecnologia Blockchain. Colaborador comunidade virtual @brazilians.